Alô, quem é?

Essa história começa aqui. Você, antes deve ler isso.



É tarde... e eu aqui, mergulhada nesse livro... Madrugada de sexta ou sábado
Telefone...

- Alô?
- Alô, quem é?
- Você me liga de madrugada, e ainda pergunta quem é? Quem tá falando?
- Desculpe... meu nome é Leandro... eu tenho esse número escrito na capa de um livro da 6ª série, mas eu não me lembro de quem é. Como estou atualizando minha agenda, resolvi ligar para saber quem é...

Leandro...Leandro... será possível?

- Olha, Leandro, meu nome é Aline.
- Aline Gutierrez?
- Isso...
- Eu sou o Leandro Ferreira, tá lembrada de mim? Nós ficamos quando estávamos na 6ª série.
- ... Nossa...
- O que foi?
- Faz oito anos que você sumiu!
- Mas você também sumiu! Está ocupada? Estava dormindo? Podemos conversar?

Aquele telefonema veio-me como uma faca no estômago... anos sem vê-lo, e eu ainda sentia o gosto daqueles beijos de 6ª série, gosto de balas de hortelã, gosto de beijos escondidos pelos corredores da escola.

- Podemos sim... estava lendo, mas agora já cansei de ler... O que você tem feito?
- Pois é... Estou trabalhando... Gosto muito do que eu faço, e pretendo começar logo a faculdade, já que perdi uns anos... E você?
- Trabalhando também, fazendo faculdade...
- O que você acha de sairmos amanhã?
- Acho uma ótima ideia! Uma cervejinha para descontrair e colocar as novidades em dia?
- Ótimo! Você ainda mora no mesmo lugar?
- Moro.
- Às 21h eu passo aí para te pegar, pode ser?
- Pode sim!
- Vou desligar, já está muito tarde!
- Ok, boa noite!
- Tchau!

Meu Deus! Será que ele estava falando sério?

Dia seguinte...

Melhor que eu me arrume, não muito arrumada... uma coisa despretensiosa...

21h

Leandro chegou à casa de Aline, e ela estava de All Star, calça jeans, e uma camisetinha básica, sem maiores apetrechos...
Lá estava ele... um pouco mais gordinho do que oito anos antes, mas lindo. Aline nunca o esquecera, e vice-versa. Ambos tiveram outros relacionamentos, mas sempre se lembravam.
Uma cervejinha num bairro próximo... Leandro agora fumava, decerto que os beijos dele já não tinham gosto de hortelã. Papo vai, cerveja vem, mão na mão, mão na nuca, beijo.

De fato. Já não tinha gosto de hortelã, mas era um gosto de 6ª série com cigarro e cerveja adorável, pela primeira vez, Aline gostava de beijo com gosto de cigarro.
Ficaram ali, um tempão, entre risadas, lembranças, cervejas e beijos.

- Aline, não adianta eu escapar, estarei casado, com filhos e pensando em você. Você é a minha sina.

Isso ecoou pela mente de Aline por muito tempo...

Os dias passaram, as ligações foram escassando... Qualquer dia eles se encontrarão de novo... Quem sabe?

5 comentários:

Picles disse...

Ecos

Elton Dias disse...

olha só, uma continuação não autorizada!

você misturou meu mundo com seu mundo num show frenético de ligações locais.

rssss... bjs!

Ludo Miranda disse...

Existe muito sentimento numa ligação?
Eu que nuncame importei com essa sensação de ouvir outra pessoa falando...
será que perdi muito tempo na vida?
Alguém me responde uma coisa?

Será que que quando o papai e mamãe vão ao supermercado e me esquecem trancado no banheiro...se eu usar o telefone, eu consigo me sentir melhor?

Que seja...um amigo pra brincar de Ludo ou um cartucho para o Super Nintendo.

Sabe porque?

Porque me apaixonar eu nunca me apaixonei!

Thaisa disse...

PELO AMOR DE DEUS..DÁ PRA TERMINAR DE CONTAR ESSA HISTORIA
HEHEHEHEHEHE

Celso disse...

Credo!
Falo nada
hehe