Xote, Xaxado e Baião


Sábado, 15h.
- E aí, ? A que horas nos encontramos? Umas 19h no metrô?
- Sim, no último vagão!
- Ok, tomarei um banho e vou dormir... 19h estou por lá!

Pontualmente com uma hora de atraso, encontrei-me com a Camila para começarmos a nossa aventura de sábado-a-noite. Metrô vai e metrô vem, descemos na Vila Mariana para passarmos na casa de uma amiga minha. Andamos um tanto até chegarmos lá. Havia um pessoal, uma colega de trabalho, bebidinhas e comidinhas gostosas... Passamos umas duas horas lá, conversando com um senhor Alemão simpático e sua esposa, que nos ajudaram a traçar o caminho até o Largo da Batata.

Resolvido que já era a hora de irmos embora de lá para o forró, pegamos nossas bolsas, despedimo-nos e fomos ao ponto de ônibus. No momento em que colocamos nossas lindas sapatinhas na rua, começou a chover... chover muito. Ficamos uns cinco minutos no ponto de ônibus, e cansada da esperar, pegamos o primeiro que passou e que conheciamos o nome. O cobrador ficou de nos avisar onde teríamos que descer, e no fundo do ônibus, uma galerinha arruaceira fazendo zona...

Descemos na Avenida Santo Amaro, e pegamos um ônibus para Pinheiros. Como a Cá estava só o pó, resolveu tirar um cochilo... Enquanto isso, um homem esquisito demais não parava de nos olhar. Fui ficando com medo. Chegando ao ponto final, ainda no toró, descemos, e o homem-que-me-dava-medo falou-me alguma coisa. Mais apavorada ainda eu fiquei! Peguei a Camila pelo braço e falei 'Vamos logo que to com medo desse cara ai!' com guarda-chuvas fechados, naquela chuva, fomos indo até pararmos num boteco para recompor as energias da corridinha.

- É pra lá!

Vamos, então! E fomos... mas quando nos demos conta...

- Não! Não to reconhecendo aqui! Acho que fomos para o lado errado! Vamos chamar um taxi!

Assim fizemos... E chamar um taxi foi a melhor coisa que poderiamos ter feito... O taxista era jovem, bonitão e ainda por cima, ouvia James Blunt... rs

''No meu tempo, os taxistas eram velhos, feios, e ouviam Sérgio Reis''
Ele, muito educado, fingiu que não ouviu.

Antes de descermos do taxi, não pude deixar de comentar... "Excelente gosto musical!"
Muito obrigado, ele respondeu. E ficou por isso mesmo...

Chegando ao forró, entramos, e fomos reconhecendo o lugar... Não deu nem 10 minutos para que nos tirassem para dançar... e daí para frente, não pararíamos mais.
Dançamos e rimos quase que a noite toda. Tiramos a barriga da miséria.

Quando deu umas 4h, desarmamos completamente, e às 4h30 tratamos de vir embora, , Tatai (que também estava lá) e eu. Pegamos o ônibus mortinhas, e viemos dormindo o resto do tempo.

Chegando na Vila Matilde, vi o dia nascer. Cinzento e triste, chuvoso, tão melancólico e nostálgico. Peguei a lotação e rumei à casa. Passei na padaria, comprei pães.

Abri o portão de casa, abri a porta e... A porta esava fechada com a correntinha por dentro...

''Durmo na rede, ou toco a campainha?''

Como estava frio, resolvi ouvir os xingos do meu pai, que acordaria assustado, e tocar a campainha. Dito e feito. Depois de umas reclamadas, papai voltou a dormir, e eu tomei um nescau e fui para a cama também.

4 comentários:

Camila M. disse...

Hahaha!

Meu retorno triunfal às pistas do Canto da Ema.

Ah, o taxista! Em noite chuvosa, na Faria Lima, ouvindo James Blunt...

Marcelo Mayer disse...

deviam ter ido ao ó do borogodó, seria mais tranquila a viagem e diversão mais que garantida. além da boa música.

Picles disse...

dormir na rede ou tocar a campainha? ao menos tinha a opção rede. quando foi comigo nem isso, rs

Elaine Correia disse...

Nossa, se acabar no forró. Realmente só quem ja fez isso sabe o quanto é único.
Sinto saudade dessa fase, e me condeno por não ter feito mais vezes.
O KVA foi em algum momento tudo aquilo que precisava para eu me sentir plena.
Momentos inenarraveis de alegria.


Parabens pelo blog.
Abs,

Elaine Correia